O presidente da FETRANSUL, Afrânio Kieling, disse que viu “uma luz no fim do túnel”
O novo modelo de distanciamento social controlado foi apresentado pelo governador Eduardo Leite a representantes de vários setores econômicos e produtivos, da área da saúde e também de universidades, na noite desta quarta-feira (29), por meio de uma videoconferência. A FETRANSUL foi uma das entidades convidadas para a reunião, que também contou com a presença de secretários de Estado, autoridades dos poderes legislativo e judiciário e presidentes de outras instituições, como a Fecomércio e a FIERGS, por exemplo.

O governo explicou como deve funcionar o distanciamento controlado. O Rio Grande do Sul foi dividido em 20 regiões de saúde, com diferentes níveis de risco: alto, médio, médio/baixo e baixo. Por isso, cada região foi classificada com uma cor de bandeira (preta, vermelha, laranja e amarela – onde a cor preta é o cenário mais grave). As bandeiras representam níveis de restrição. No entendimento do Executivo, as regiões apresentam diferentes velocidades de transmissão e contam com estruturas distintas de atendimento. Foram consideradas variáveis como aincidência e a velocidade de proliferação do novo coronavírus e a ocupação de leitos de UTI. Sendo assim, o nível de distanciamento será controlado pela capacidade de resposta de saúde e pelo comportamento da pandemia no território.
Atualmente, as regiões de Lajeado, no Vale do Taquari, e Passo Fundo, no norte do RS, foram classificadas com a bandeira vermelha. As regiões de Porto Alegre (incluindo entorno de Canoas e de Novo Hamburgo), Caxias do Sul e Santa Maria foram classificadas com a bandeira laranja, o penúltimo grau de risco. Não há localidade do Rio Grande do Sul com preto.

O QUE ACONTECE AGORA?
O governador quer ouvir os diferentes setores produtivos e econômicos para que cada um diga como deve ser o protocolo de saúde e segurança para retomar suas respectivas atividades, pois considera que cada segmento tem mais propriedade para falar dos cuidados necessários na sua área de atuação. As sugestões precisam levar em conta a cor da bandeira e ser enviadas até o dia 2 de maio. Só então, Leite vai emitir um novo decreto, que deve entrar em vigor no próximo dia 6 de maio.
As entidades, entre elas a FETRANSUL, tem que preencher uma planilha conforme as bandeiras. Apontar e sugerir, para cada cor, quais os cuidados, as restrições, o uso de equipamentos, o distanciamento entre as pessoas, o revezamento de escalas dos funcionários, o horário de funcionamento das empresas e estabelecimentos etc.
De maneira geral, o novo modelo foi bem recebido pelas entidades presentes na reunião. O presidente da FETRANSUL, Afrânio Kieling, diz que ficou muito surpreso e feliz por ter visto “uma luz no fim do túnel”: “É importante que o governador faça esse movimento para a sociedade gaúcha, pois demonstra que quer retomar as atividades, o comércio, a produção, mas com toda a segurança. Nós, do setor privado, da sociedade civil organizada, também queremos que tudo seja feito com muita segurança”. Kieling ainda destacou que a federação irá apresentar as sugestões ao Piratini.
O novo modelo será revisado semanalmente. Toda sexta-feira, o governo vai sempre consolidar e avaliar os números de casos e óbitos e a capacidade dos hospitais; no sábado, vai decidir se muda a cor da bandeira nas regiões e, se mudar, a nova cor passa a valer a partir da segunda-feira.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Fetransul